Por que o papa não é pop?
Ao contrário do que afirma a letra da música dos Engenheiros do Havaí, o papa não é pop, o papa é conservador. Mas é preciso entender o que significa ser conservador. Não é, como muitos pensam, uma implicância com os novos tempos, ou uma resistência à modernidade. Ser conservador na ótica de um papa é manter-se fiel aos dogmas da fé, aos mandamentos da lei de Deus e da Igreja.
E aí aqueles que contrapõem o pensamento conservador apresentam uma série de "mas", de adversidades ao pensamento do supremo mandatário da Igraja Católica. A igreja, ao contrário da sociedade, não possui uma jurisprudência que se ajusta ao comportamento das massas. Por mais que o povo entenda que os crimes contra a castidade "não valham mais", esse pensamento não forma jurisprudência na lei de Deus; pecar contra a castidade continua sendo um pecado capital.
Bento XVI chama a atenção dos católicos de que ser um deles é contrato de adesão, não há possibilidade de discutir os seus termos antes de assinar - batizar, crismar, casar - um compromisso com a igreja. Da mesma forma, ninguém é obrigado a assinar qualquer tipo de contrato, a adesão não é compulsória, não é obrigatória.
E não pensem que esta é a atitude mais fácil. Acreditem, bom é ser pop!
(Publicada originalmente no
Morango e Chocolate)